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Novo método não cirúrgico no tratamento da doença do refluxo (DRGE) gastro esofágico.

Um novo método feito por endoscopia chamado STRETTA, vem sendo utilizado no mundo, e agora no Brasil, introduzido por várias clinicas em nosso meio para o tratamento da esofagite de refluxo (DRGE).

A doença do refluxo é muito frequente e acomete em torno de 20 milhões de pessoas no Brasil. Quando ocorre uma hipotonia, ou perda da pressão do esfíncter inferior do esôfago (EEI), na transição com o estomago o conteúdo gástrico que é ácido, reflui para o esôfago produzindo sintomas como azia, dores, e retorno de alimentos até a boca aos casos mais graves. Isso ocorrendo continuadamente há uma lesão da mucosa do esôfago (revestimento interno) causando dores e azia na região. Caso não seja adequadamente tratada a (DRGE) causa várias complicações como estenose, dificuldade de engolir os alimentos, e alterações crônicas na região podendo levar ao esôfago de Barret, que pode evoluir com o tempo para uma lesão maligna. Os fatores de risco para a esofagite de refluxo (DRGE), são o aumento de peso, a obesidade, o tratamento, o uso de bebidas alcoólicas, café em grande quantidade diária, alimentação noturna tardia, stress e fadiga.

O tratamento clinico é indicado inicialmente para a maioria dos casos de (DRGE), com o uso de bloqueadores da secreção acida e medicação para esvaziamento mais rápido do estomago, e cuidados alimentares como já foi dito. Mas em cerca de 30% dos casos, já com (DRGE) de mais longa evolução o tratamento é insuficiente e os sintomas persistentes.


Quando isso ocorre resta então o tratamento cirúrgico mais radical, nos pacientes com hérnia de hiato para esofágica e refluxo (DRGE), esofagite erosiva, e hérnias de hiatos >3 cm
O Tamanho da hérnia hiatal, pressões baixas do esfíncter inferior do esôfago, exposição acida e o número de episódios de refluxo estão associadas a gravidade da esofagite (B).

Para os doentes que tiveram falha no tratamento clinico, após acompanhamento por especialista, e que tem hipotonia do esfíncter inferior do esôfago surgiu um novo método de tratamento não cirúrgico por endoscopia chamado STRETTA que é a grande inovação no momento, no tratamento da (DRGE), que é mais simples e com menores risco do que o tratamento cirúrgico. O método vem sendo utilizado na Europa e USA nos últimos 7 anos, e começa a ser feito no Brasil em várias clinicas. Nós estamos iniciando essa nova metodologia neste ano de 2018.

O método STRETTA é feito por endoscopia com visão direta, e uma sonda (STRETTA) é introduzida na altura do esfíncter inferior do esôfago e uma aplicação de radiofrequência é utilizada para aumentara pressão de esfíncter inferior do esôfago. Com essa musculatura mais forte após aplicação da radiofrequência há diminuição da ocorrência do refluxo gastroesofágico. O método pode ser feito ambulatoriamente, totalmente por endoscopia sem necessidade de internação do paciente como na cirurgia. A realização de uma única sessão é suficiente e os índices de resultados positivos são em torno de 85 a 90% durante acompanhamento de 10 anos após a aplicação do método, com diminuição do uso de medicamentos ou total suspensão dos mesmos. O método já está disponível no IGCC e Centro de Cirurgia de Obesidade de Campinas.

Dr. Francisco Callejas Neto.
Dr. João de Souza Coelho Neto.